Mary Louise Streep

apaixonei-me por ela ao assistir Kramer vs. Kramer, isso quando eu tinha 10 anos e como meu coração sempre foi volúvel, foi na mesma época em que me apaixonei por Jodie Foster (mas dela eu certamente falarei depois) e já faz 19 anos que acompanho a carreira dessa Diva, dessa deusa que o mundo conhece como Meryl Streep.

nomeada quinze vezes ao Oscar, levou a estatueta em somente duas ocasiões o que, ao meu ver, é uma baita injustiça, merecia ganhar em pelo menos outras quatro vezes com entre dois amores, as pontes de Madison, dúvida e adaptação.

extremamente dedicada aos personagens que abraça, aprendeu a tocar violino para filmar música do coração. esse perfeccionismo reflete em suas atuações de maneira extremamente positiva, difícil linkar as personagens de Meryl,pois diferem muito entre si e a atriz lhes confere tanta peculiaridade que por vezes é complicado reconhecer a pessoa que há por trás da personagem.

é o tipo de atriz referência. a fernanda montenegro gringa. e eu recomendo a todos que vejam toda sua filmografia, e em especial o Julie & Julia; onde Meryl dá vida à Julia Child, outra pessoa fantástica e diva em outras paragens.

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Amor em cinco tempos

E se você pudesse iniciar o seu próximo relacionamento pelo fim? É o que propõe, de alguma maneira, o filme de François Ozon. São cinco pequenas histórias do mesmo casal que vão do divórcio, passando por uma crise conjugal, o nascimento do filho, o casamento e, por fim, o primeiro encontro. Tudo isso envolvido por uma bela trilha sonora italiana. A história começa pesada, em um tribunal e, logo após o divórcio, a primeira transa do casal que é mais um estupro consentido do que qualquer outra coisa. É bastante perceptível a fragilidade das duas personages: Marion (Valeria Bruni Tedeschi) e Gilles (Stéphane Freiss). E essa fragilidade vai ganhando outras formas à medida que a história avança: o peso da primeira narrativa dará lugar à leveza da última.

Toda a beleza do filme está mesmo na construção às avessas do relacionamento e nas mudanças físicas e psicológicas que as duas personagens apresentam. Marion que começa como uma mulher frágil, vai se tornando mulher independente ao passar das cenas; Gilles, de homem sisudo e mal humorado, transforma-se em alguém de agradável convivência. O que, talvez, poderia ser explicado pela idéia de que quando nos apaixonamos tendemos a ser um pouco mais altruístas do que o costumeiro para, evidentemente, agradar o outro. Altruísmo esse que vai se desconstruindo enquanto a relação se constrói.

A grande divisão entre leveza e peso que julgo existir nesse filme se dá com o nascimento do filho do casal, exatamente a cena do meio. Marion avisa o marido a respeito do nascimento do filho e Gilles simplesmente não vai encontrá-la na maternidade. Ao contrário, meio perdido, o homem vai almoçar, fuma e depois de um longo tempo é que vai ao encontro da mulher e do filho. O nascimento da criança, de certa maneira, evidencia o rompimento da relação a dois para dar espaço a uma relação a três, repleta de responsabilidades novas que só existem com o nascimento de uma criança.

Não é muito difícil que nos reconheçamos em alguma cena, em alguma situação. O final do filme, que seria o começo do relacionamento do casal, é, para mim, a parte mais bonita: a praiazinha no litoral italiano, Guille e Marion se conhecendo, a cumplicidade que nasce e que deveria perdurar e toda aquela vontade de acreditar que as coisas podem dar certo. Tudo que sentimos quando perdemos a razão e nos encontramos apaixonados.

Nome original: 5×2.
Ano/País:2004, França.
Diretor: François Ozon.
Duração: 90 min.
Roteiro: François Ozon e Emmanuèle Bernheim.
Premiações: Vencedor do prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza em 2005.

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