O milagrário de Agualusa

Há um (grande) tempo, quando falei de Mia Couto, disse que voltaria depois para falar de José Eduardo Agualusa e As mulheres do meu pai, romance publicado aqui no Brasil em 2007 pela editora Língua Geral que, aliás, tem editado livros, inclusive do próprio Agualusa, belíssimos, de grande riqueza estética. A demora deve-se exclusivamente ao fato do meu pai ter se encantado pelo título do romance acima, ter querido ler e nunca mais ter devolvido o meu livro. Nesse intervalo de tempo, fui lendo outras coisas desse   escritor angolano, nascido mais precisamente em Huambo, dono de mais de uma dezena de obras e em plena produção literária.

Agualusa, como já disse faz parte dessa proeminente literatura africana de língua portuguesa  junto com outros angolanos como Ondjaki, Pepetela, moçambicanos como Mia Couto, caboverdianos como Corsino Fortes, e o que mais salta aos olhos, pelo menos nos quatro livros que li (Estação das chuvas, Barroco Tropical, Milagrário Pessoal e As mulheres do meu pai) é algo que agrada demais, que exige extrema competência para se fazer bem feito: a mistura de realidade e ficção. O real trabalho nos romances, assim como a poeta do post abaixo, Ana Cristina Cesar. É evidente que os romances africanos de literatura portuguesa têm como plano de fundo o processo histórico da recente independência e que os autores evidenciam isso de uma maneira ou outra, mas José Eduardo vai além mesclando a cultura contemporânea com fatos atuais, históricos, personagens reais representadas através dos pincéis da ficção.

Barroco tropical é por si só uma obra de genialidade, uma mulher que cai misteriosamente do céu, uma cantora de fado depressiva, um homem que teve o rosto queimado e agora é conhecido por Mickey, e outras tantas personagens que têm as suas vidas cruzadas em algum ponto do romance. Algumas delas, inclusive, reais, que são reinventadas pela caneta do autor. Nessa mistura de real e ficção, Agualusa vai, às vezes com muita ironia e sarcasmo, manifestando os problemas da Angola atual, a herança de Portugal, a questão das línguas. Mostra-nos um país para além dos clichês que todos sabemos.

De todas as literaturas africanas de Língua Portuguesa, a Angolana é que mais me tem chamado a atenção,  em grande parte devido à obra do J.E. Agualusa e sua mescla de ficção e realidade, pela narrativa ágil, surpreendente e, em muitas vezes, de tirar o fôlego, é o tipo de livro que te captura pelos detalhes, pelo estranhamento inicial que se desata no final. Enfim, Agualusa é, na minha opinião de botequim, um dos nomes mais ricos e prósperos de Angola.

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“A poesia pode esperar?”

Bonita, carioca com ar de inglesa, inteligente, hábil com as palavras. Assim foi Ana Cristina Cesar, daquele tipo de pessoa que que surge na Terra de tempos em tempos e, por não ser comum, desaparece, geralmente, de maneira trágica. A musa dos poetas marginais suicidou-se há 26 anos, mas sua expressão poética, um tanto quanto confessional, ainda deixa marcas e continua a apaixonar novos leitores. A poeta que lia para escrever.

Para quem não conhece, explico, Ana fez parte, meio que sem fazer, dos poetas dos anos 70 conhecidos como “marginais” como Chacal, Chico Alvim, Cacaso, Wally Salomão. Ela foi incluída nesse meio mais pelo contato com eles do que pela sua poesia, que, devo dizer, não se assemelha muito com a produção poética dos outros. A escrita de Ana, na minha opinião totalmente parcial, é maior do que a deles. Ela transfigura o gênero confessional, prende o leitor porque consegue colocar  fragmentos da sua biografia em sua poesia. Mas não se engane, escritora experiente que era, o real em seus textos é efeito calculado e quando você percebe, está preso na armadilha, é tarde demais para voltar atrás.

Cesar escreve com um vocabulário até que simples, mas a semântica é que atrapalha, as ligações entre um verso e outro são pouco claras, e isso é proposital, é um grande trabalho de reescrita do mesmo poema, um trabalho de corte, como um artesão que vai talhando um pedaço de madeira para dar-lhe  forma.

É um fato que uma boa parte dos leitores de Ana a conheça e identifique-se com a mesma apenas pelos “rasgos de verdade” como disse, se não me engano,  Annita Costa Malufe, e pela trágica história da poeta depressiva que se atirou do sétimo andar.  Aliás, essa é a cena mítica que se constrói ao redor da escritora. Com apenas um livro publicado em vida, a maior parte das poesias que temos advém de dois livros póstumos: Inéditos e Dispersos, publicado em 1985, dois anos após a morte da escritora, organizado pelo amigo e então curardor de sua obra Armando Freitas Filho  e  Antigos e soltos publicado em 2008 sob a organização de Viviana Bosi, ensaísta e professora na Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo, além de estudiosa dessa gerção de poetas dos anos 70.

Do primeiro livro póstumo é interessante destacar que os poemas são dispostos em ordem cronológica, então podemos perceber que Ana C. começou a escrever bem cedo, na verdade mais cedo do que os poemas do livro datam. Ela, reza a lenda, aos quatro anos de idade, ditava poemas à mãe que pacientemente os escrevia. Já no segundo livro, e ao meu ver um pouco mais interessante, os escritos foram encontrados por essa mesma mãe depois da morta da filha em uma pasta rosa, e são divididos tal como na pasta. E o mais legal, o que torna o livro uma obra de arte, fac-símiles dos poemas permeiam todo o livro que tem páginas cor-de-rosa.

Para mim, sem dúvida alguma, e sendo novamente parcial, Ana Cristina Cesar não foi apenas a maior poeta da geração dos anos 70, foi a maior poeta brasileira do século XX, que Adélia Prado, Hilda Hilst, Cecília Meireles e Cora Coralina me desculpem, mas o tom particular da poesia de Ana que ganha aspectos universais, até hoje fala alto ao coração e aos olhos de quem a lê. E sendo bastante ousada, devo dizer ainda que, usando a definição de Clássico feita por Ítalo Calvino (“Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”), a poeta em questão é uma escritora clássica.

O que me encanta, o que me atrai tanto na obra da Ana Cristina é essa necessidade de escrever como que para se livrar, o aparente fingimento de que é tudo muito natural quando na realidade não era.

Não, a poesia não pode esperar.
O brigue toca as terras geladas do extremo sul.
Escapo no automóvel aos guinchos.
Hoje – você sabe disso? Sabe de hoje? Sabe que quando
digo hoje, falo precisamente deste extremo rispido,
deste ponto que parece último possível?

A garganta sai remota,
longe de ti mal creio que te amo,
corto o trânsito e resvalo

Que lugar ocupa este desejo de frutas?

Esta é a primeira folha aberta.

Ana Cristina Cesar in: Inéditos e dispersos.

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Lemon tree

Depois de muito tempo querendo assistir esse filme consegui finalmente. Acredito que existem várias maneiras de interpretá-lo, a que mais me tocou, talvez até pela minha crescente descrença no gênero humano, foi a da incapacidade das pessoas de olharem para o outro, crendo, dessa maneira, que o único julgamento válido é o que se faz e assim limões são só limões. Não interessa que talvez, para Salma (Hiam Abbass), palestina viúva que herdou do pai uma plantação de limões e dela tira sustento, as árvores tenham história, façam parte da sua vida como fizeram o pai, o marido e como fazem os filhos e o senhor que a ajuda no cultivo e cuidado com as plantas.

 O fato é que, devido à mudança do Ministro da Defesa israelense (Doron Tavory) para uma casa ao lado da sua e de acordo com a declaração das Forças Armadas Israelenses de que a plantação de limões seria uma ameaça à segurança do Ministro, sugere-se a retirada dos mesmos oferecendo uma indenização à proprietária que de maneira bastante corajosa recusa, não só o dinheiro, como a possibilidade de destruírem suas árvores. E mais, Salma vai até a última instância para que seu desejo seja respeitado.

 Não vou tocar na questão Israel e Palestina, Árabes e Judeus, que já está bastante batida embora ainda bastante presente, não é disso que quero falar. O que me fez pensar, o que me irritou o filme todo foi a falta de respeito com o que o outro constrói. Apenas os valores do mais forte é que parecem ter alguma importância, para que o Israel tenha segurança destrói-se a história, uma parte da vida, diga-se de passagem, de várias vidas e não para um bem maior, talvez assim fosse justificável, mas para um “bem” egoísta, por culpa de quem chegou depois e tem mais poder. E é o que vemos todos os dias em menor ou maior escala, por certo que não com limões.

 Mira (Rona Lipaz-Michael), esposa de Israel, parece ser a única consciente do grande ato egoísta e do endosso de seu marido, mas vale lembrar que ela pouco faz para que a situação seja outra, na realidade, mesmo que aparente ser uma mulher forte, é frágil e pouco consegue ajudar. Em contrapartida, a mulher palestina que aparenta fragilidade, mostra-se forte e dura, o que me fez lembrar de uma frase do filme Perdas e Danos: ‘As pessoas feridas são mais perigosas, pois sabem que podem sobreviver”. Salma sabe que vai sobreviver, e sabe que se não lutar vai perder o que lhe resta. Ela escolhe lutar porque é a única escolha que lhe cabe.

 Se tudo o que eu escrevi até agora não te convenceu a assistir esse filme, eu devo dizer que a fotografia é bastante bonita. E se você é do tipo que só assiste filmes de amor, eu devo dizer que há mais amor nesse filme do que nessas comédias românticas que se passam em Nova Iorque (nada contra, é verdade), com a diferença que o amor desse filme se apresenta sob vários aspectos e é um pouco mais grosso e duro, como na vida real. E com pessoas que não têm a capacidade de enxergar um palmo diante do nariz mesmo dizendo que o que faz é para um bem maior. Como disse, não é um filme sobre Israelenses e Palestinos, Judeus e Árabes, muçulmanos, é maior, é um filme sobre gente, independente da nacionalidade, da religião, dos ideais. Ah, vale lembrar também que ele é baseado em fatos reais.

Nome original: Etz Limon.
Ano/País:2008, Israel, Alemanha, França.
Diretor: Richard Curtis.
Duração: 106 min.
Roteiro: Eran Riklis.
Premiações: Prêmio de melhor filme segundo o júri popular no Festival de Berlim (2008).

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“Viver é um descuido prosseguido.”

hoje é um bom dia para falar desse livro que é poesia em prosa. que transcende tudo: Grandes Sertões: Veredas.

“Como é que o senhor, eu, os restantes próximos, somos, no visível?”

como a vida se desfolha em nós e nós nos desfolhamos pela vida? em quais momentos nos achamos e nos perdemos? em quais esquinhas reconhecemos o outro em nós mesmos? e quando é que nos apercebemos de que não somos mais nós, somos completamente o outro?

o sertão que há no mundo. e nós que existimos nos mais diversos tipos de sertões que há pelo mundo, não falo apenas do sertão físico. falo principalmente daquele emocional. árido de sentimento e cheio de verdades absolutas que, por vezes, roubam todo o encantamento.

e o sertão e o homem se reiventam na simplicidade de uma linguagem reinventada. aquela linguagem que se reinventa em busca de expressar sentimentos até então desconhecidos, essa estranheza de nós. essa maior estranheza de quem somos nesse mundo vasto e por vezes mais árido do que o nosso paladar aguenta.

e as querências e dúvidas do humano personificam-se nas questões de Riobaldo:

“o senhor sabe: eu careço de que o bom seja bom e o ruím ruím, que dum lado esteja o preto e do outro o branco, que o feio fique bem apartado do bonito e a alegria longe da tristeza! Quero os todos pastos demarcados… Como é que posso com este mundo? A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança do meio do fel do desespero. Ao que este mundo é muito misturado.”

e quem não precisa de certezas nessa vida? nesse mundo misturado que nos é enfiado goela abaixo? tão macio seria pisar num chão que fosse completamente feito de tijolos bem cimentados, sem qualquer lombada ou declive ou buracos em sua extensão. mas não, o mundo é misturado. e nós, grande parte de nós, seguimos não misturados ao mundo.

e Riobaldo é traído por aquilo que Bakthin chamava de istina, verdades universais. uma pessoa vestida de homem, só pode mesmo ser um homem. e aquele amor todo ficou só neblina até nunca mais.

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Simplesmente amor

‘Simplesmente amor”, vejam só vocês que incrível, é um filme de amor, mas amor em todas as suas formas, ou em quase todas. O filme não narra apenas uma história de amor, muito pelo contrário. Várias são as personagens e várias são as histórias, de maneira que se torna quase impossível não se identificar com, pelo menos, uma história contada. E, não só no papel de quem é traído, de quem é rejeitado, mas também como aquele que rejeita ou trai.

A palavra-chave de “Simplesmente amor” é  delicadeza. Delicadeza ao contar as histórias e na trilha sonora que é quase 50% do filme na minha opinião.A minha história preferida é a do Mark e ninguém vai ficar admirado se eu, manteiga derretida que sou, disser que essa é a mais bonita e que me faz chorar. Outras também me emocionam, mas nenhuma como essa.

Embora seja ambientado no natal é um filme para o ano todo. É para ser assistido em várias ocasiões, vejam: com sua namorada (namorado, ou par romântico de sua preferência) naquele friozinho de julho quando você não quer pôr um dedo fora de casa, com seu melhor amigo, com a sua mãe, com os irmão, com a família toda, só com o cachorro, e até acompanhado de um pote de Häagen-Dazs (o sabor fica ao seu critério) para aqueles dias em que se perdeu a fé no amor e no mundo.

Se você já assistiu esse filme sabe bem do que estou falando, se ainda não assistiu eu sugiro que se dê esse presente hoje. Ah, vale lembrar que naquelas bacias das Americanas ele pode ser encontrado  por módicos R$12,99. : )

Nome original: Love Actually.
Ano/País:2003,Inglaterra.
Diretor: Richard Curtis.
Duração: 134 min.
Roteiro: Richard Curtis.
Premiações: Ganhou o BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante (Bill Nighy) e foi ainda indicado em outras 2 categorias: Melhor Filme Britânico e Melhor Atriz Coadjuvante (Emma Thompson). Além deduas indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme – Comédia/Musical e Melhor Roteiro e uma indicação ao European Film Awards de Melhor Ator – Júri Popular Hugh Grant).

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Mia Couto e “Antes de nascer o mundo”

Confesso que antes do Mia Couto sempre torci o nariz para as literaturas africanas, por pura ignorância e falta de vontade de ler qualquer coisa. Mesmo porque tudo me parecia muito distante e eu não sabia quem ou o quê ler. Isso tudo até  esse moçambicano fofo aparecer. O primeiro livro que li foi Um rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra, e o susto, e a grata surpresa: aquilo era bom, era muito bom, era um jeito diferente de escrever, era poético e me lembrava muito Guimarães Rosa (depois vim a saber que o autor foi muito influenciado pelo Rosa). Esse livro me marcou tanto que eu precisava parar de ler para anotar umas passagens.

Antes de nascer o mundo é o mais novo romance do Mia Couto, lançado aqui no Brasil em junho do ano passado. O livro narra a história de um homem e a sua pequena família composta apenas de homens. É um livro que junta passdo e presente, e se foca muito em cada uma das personagens, todas têm um capítulo especial que acaba evidênciando a condição das mesmas. Aquela família vive no passado ao mesmo tempo que Silvestre Vitalício é assombrado pelo próprio passado. Estão todos presos a uma terra que não lhes pertence e a qual chamam de Jesusalém.

Os conflitos das personagens são realmente interessantes, as lembranças de cada um e a prípria  falta de lembranças, como o caso de Mwanito, filho mais novo de Vitalício, não se lembrar das feições de uma mulher. O ponto forte do livro, sem dúvida alguma, como sempre, é a poeticidade da escrita de Mia, a beleza dos diálogos e das descrições. Destaco aqui um trecho que gosto muito:

“No meu caso, não, a ausência me deixa submersa, sem acesso a mim. Este é o meu conflito: quando estás, não existo, ignorada. Quando não estás, me desconheço, ignorante. Eu só sou na tua presença. E só me tenho na tua ausência. Agora, eu sei. Sou apenas um nome. Um nome que não se acende senão em tua boca”.

Por linhas assim tão bonitas é que digo que é uma leitura que vale a pena. Assim como também vale muito a pena nos aventurarmos por essas paragens da literatura africana. Para conhecer um pouco mais desse novo romance aexiste essa entrevista aqui: http://www.youtube.com/watch?v=MLq29FFC-2o que ele deu no lançamento do livro aqui em São Paulo.  Mais para frente falarei de um outro africano: José Eduardo Angalusa e seu livro As mulheres do meu pai, cuja beleza e a poeticidade também nos fazem ficar boquiabertos.

Então, amigo  leitor, crie coragem e vá até à livraria, biblioteca ou site mais próximo, garanta o seu exemplar de Antes de nascer o mundo e depois venha nos contar o que achou. : )

Nome: Antes de nascer o mundo
Autor: Mia Couto
Editora: Companhia das Letras
Ano de publicação: 2009
n° de páginas: 277
Preço estimado: R$ 42,00

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Your eyes are full of hate, forty-one. That’s good. Hate keeps a man alive. It gives him strength.

o homem que o ódio ajudou a construir.foi o filme que eu mais assisti na vida, sem dúvida. nas minhas noites de insônia na época de moradia da unicamp, era o filme que ia parar no vídeo e quase sempre em companhia de uma pessoa que, à época, significava muito para mim.

Judah Ben-Hur é um príncipe judeu, contemporâneo a Jesus Cristo e suas histórias se desenrolam em paralelo, uma das coisas que eu mais gosto do filme é isso. e a história de Judah é a história da formação de um homem e em sua transformação diante das presepadas da vida, porque se somos frutos de nossas escolhas, somos também frutos das presepadas que essa vida nos apronta. e Ben-Hur perde um amigo e ganha um ódio mortal, ao ver toda sua família esfacelada por uma sucessão de acasos e pela decisão de seu amigo Messala.

o filme também fala de fé. fé em princípios e objetivos. ao ser mandado para o exílio, ele nunca pensa em desistir ou dar-se por vencido, de alguma forma ele voltaria e se vingaria do ex-amigo. encasquetou isso na cabeça e foi, sabendo que de algum modo voltaria e voltou.

o filme é essencial para quem gosta de História, para quem gosta de ver imagens da Roma Antiga e também para quem gosta de uma boa adaptação cinematográfica, já que o roteiro foi adaptado do romance homônimo de Lew Wallace. e não custa dar uma olhada no primeiro ganhador de 11 oscares, né? (os dois outros foram Titanic, de James Cameron e O Senhor dos Anéis, o Retorno do Rei, de Peter Jackson)

então seja um forte e encare o filme e sua longa duração. valerá a pena.

Nome original: Ben-Hur.
Ano/País:1959, EUA.
Diretor:William Wyller.
Duração: 212 min.
Roteiro: Karl Tunberg.
Premiações: 11 oscares, 1 BAFTA, mais outros 16 prêmios e 5 nominações.

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